Pensamentos ao Vento
Porque não escrever sobre aquilo que se gosta? Pois é, esse é o motivo deste Blog. Vou colocar minhas opiniões (lembre-se: "minhas", agradem elas ou não) sobre a vida, entretenimento (principalmente cinema) e saúde.
Domingo, Julho 10, 2005
Surpresa Árabe

E que grata surpresa. Sábado a noite, voltando para casa, eu e minha esposa resolvemos jantar fora e escolhemos e restaurante Líbanus lá da 206 Sul.
O lugar é legal, bem frequentado (quem quiser paquerar vai se dar bem) e a comida é deliciosa. Sinceramente estava com saudades de comer uma comida árabe descente, afinal de contas como descendente de libanêses tenho a obrigação de ser exigente hehehe. Quibe saboroso, tribo bem fininho, recheio de carne com cebola batidinha levemente apimentada e com aquele hortelã bem de leve só para fechar bem. Além de serem pratos relativamente baratos a porção vem super bem servida. Acreditem ou não mas o prato Árabe Individual serve três pessoas fácil. Pelo visto até a fartura libanesa foi copiada nesse ótimo restaurante.
P.S.: Não lembro de ter comido um pão com Homus bi Tahine (pasta de grão-de-bico) tão bom. Aquilo no azeite é de matar!!!
Sexta-feira, Julho 08, 2005
Bombas x Música

BOMBAS ADIAM SHOWS DE R.E.M. E QUEEN EM LONDRES
As bandas REM e Queen adiaram concertos marcados para este fim de semana após a série de bombas que atingiu Londres nesta quinta-feira.A maioria das produções teatrais no centro da cidade também foi suspensa nesta quinta-feira. As duas bandas tinham shows marcados para o Hyde Park, um dos principais da cidade - o Queen na sexta-feira e o REM no dia seguinte.
Porém, para não ficarmos calados diante do terror, segue a letra de uma das músicas mais marcantes do Queen.
Buddy you’re a boy make a big noise
Playin’ in the street gonna be a big man some day
You got mud on yo’ face
You big disgrace
Kickin’ your can all over the place
We will we will rock you
We will we will rock you
Buddy you’re a young man hard man
Shoutin’ in the street gonna take on the world some day
You got blood on yo’ face
You big disgrace
Wavin’ your banner all over the place
We will we will rock you
We will we will rock you
Buddy you’re an old man poor man
Pleadin’ with your eyes gonna make you some peace some day
You got mud on your face
You big disgrace
Somebody better put you back in your place
We will we will rock you
We will we will rock you
VIOLÊNCIA NUNCA !!! MUSIC RULES!!!
Cinema News 07/07/2005

Estréias da Semana:
-Quarteto Fantástico
-Pokémon 4
-Diabo a Quatro (restrita)
-Querido Frankie (restrita)
-Caiu do Céu (restrita)
-Riding Giants (restrita)
Notícias:
Batman Begins Sequels: A Warner está pensando em desenvolver mais duas seqüências para Batman de uma só vez. As produções podem acontecer simultaneamente exatamente como aconteceu com a série Matrix, também da Warner.
Piratas do Caribe: As filmagens da continuação já foram finalizadas e o início das gravações do terceiro filme (isso mesmo) devem começar já em agosto.
X-Men 3: O Ator Nick Stahl (o John Connor de Exterminador do Futuro 3) está super cotado para viver o personagem Anjo na equipe dos mutantes. As filmagens com o restante do elenco devem começar até o final do mês. Outra informação é que o roteiro do filme (escrito por Zak Penn e Simon Kinberg ) foi considerado ruim pelos produtores, fato que levou o chefão da Marvel Avi Arad a negar o fato no mesmo instante. Segundo Arad, trata-se do melhor de todos. É ver para crer.
A Fantástica Fábrica de Chocolates: A Warner disponibilizou em seu site um tour pelo interior da Indústria Wonka. Fale conferir no link http://pdl.warnerbros.com/wbmovies/charlie/flashsite/index.html?dl=qtvr
Novo Projeto de Steven Spielberg: Começaram as filmagens do novo filme do cineasta responsável por Guerra dos Mundos. Atualmente ele e sua equipe se encontram no Marrocos, local onde divulgou a seguinte nota: “Ver a reação de Israel a Munique pelos olhos dos homens que foram enviados para vingar aquela tragédia adiciona uma dimensão humana a um terrível episódio, sobre o qual nós normalmente pensamos apenas em termos políticos ou militares. Por experienciar como a implacável determinação desses homens em serem bem-sucedidos em sua missão lentamente abre caminho para dúvidas preocupantes sobre o que eles estão fazendo, eu penso que podemos aprender algo importante sobre o trágico impasse em que nos encontramos hoje em dia”
O Código Da Vinci: As filmagens começaram oficialmente a uma semana no Museu do Louvre. Tom Hanks já pôde ser visto no local caracterizado de Robert Langdon e contracenando com Audrey Tautou, que interpreta Sophie Neveu.
Superman Returns: O 18° Diário de Produção do longa já pode ser conferido no endereço http://www.bluetights.net/bulletin_list.php. O tema volta a ser a produção dos efeitos especiais para o longa.
Trailer King Kong

Está no ar o primeiro trailer de King Kong versão Peter Jackson. O filme estréia somente dia 14 de Dezembro mas já podemos conferir um pouco da estória e do visual do gorila no link http://www.apple.com/trailers/universal/king_kong/
Review Batman Begins

Expectativa. Se fosse necessário descrever o lançamento de “Batman Begins” com apenas uma palavra, certamente essa seria a escolhida. Afinal de contas a franquia vinha de um limbo de oito anos (mais do que merecido diga-se de passagem) devido ao estrondoso fracasso de crítica e bilheteria de “Batman & Robin”. É bom salientar esses dois aspectos porque no cinema atual não só o primeiro é capaz de impedir que um filme gere continuações. Esse mesmo filme foi responsável por dois aspectos interessantes. Um fazendo com que os projetos de filmes baseados em personagens de histórias em quadrinhos fossem colocados na geladeira por aproximadamente meia década. Outro abrindo os olhos dos produtores e donos dos estúdios para o fato que não seria mais tolerado o total desrespeito com personagens de tamanho apelo popular. De lá pra cá o nível das adaptações é estratosfericamente superior. Se “Batman & Robin” de Tim Burton possui algum mérito, esse é o único.
“Batman Begins” foi um projeto resultante de uma série de decisões certas e apenas uma ou outra equivocada por parte da Warner Bros. Tudo começou quando decidiram ignorar os filmes anteriores e recomeçar do zero, contando uma nova origem do personagem e desta vez sendo fiel ao material impresso. Isso conferiu um ar de novidade ao filme e tirou aquele pensamento de “lá vem mais um filme do Batman”. Tendo essa abordagem em mente, foi contratado o escritor David Goyer (da trilogia Blade) para assumir o roteiro e Christopher Nolan (do cult Memento e Insônia) para a direção. Particularmente não simpatizava com Goyer, sendo os roteiros de Blade bem superficiais mas que cumpriam bem o que prometiam. Já Nolan tinha todo o meu apreço desde que bati os olhos em Memento (Marcius, ótima dica) onde a narrativa linear invertida e o uso do preto e branco para pontuar a narrativa são impressionantes. Já o elenco é o sonho de qualquer diretor, contando com atores do calibre de Michael Caine, Liam Neeson, Gary Oldman, Rutger Hauer (como é bom vê-lo novamente) e Morgan Freeman. Mais uma vez crédito para Nolan, que soube lidar com tantas estrelas (tarefas das mais difíceis) dando a devida importância a cada um e ao mesmo tempo propondo atuações sem exageros, contidas e simultaneamente marcantes.
Durante a projeção fiquei surpreso com alguns aspectos do filme. Ao contrário do que fez em Blade, Goyer dá uma abordagem real ao personagem fazendo com que tudo o que apareça na tela seja possível (tomadas às devidas proporções) e lembrando sempre que se trata da jornada de um homem comum, sem superpoderes. Isso faz com que acreditemos no que é visto, conferindo tridimensionalidade aos personagens e criando um elo forte entre o filme e o espectador. Esse é sem dúvida o maior mérito que um roteiro pode ter. Prova de que isso funciona é o tempo que o Batman propriamente dito leva para aparecer em cena, sendo que o ritmo não é perdido com essa ausência. Outro aspecto marcante é o conceito visual do filme. Sem exageros e em um tom muito mais sombrio e pálido, Nolan soube explorar a noção que temos de caos urbano. Gothan City agora é mostrada como uma metrópole suja, corrupta, super populosa e triste. Seguindo essa linha, como não ver paralelos com cidades que vemos no noticiário todos os dias. Nolan também preferiu fugir do óbvio ao mostrar as cenas de luta em flashes rápidos e entrecortados, o que para muitos foi um erro. No entanto a intenção ali é ver o que os bandidos vêem, vultos e sombras sem nunca ter uma visão completa. Isso proporciona uma sensação de insegurança, como se alguma coisa fosse sair do escuro e agarrá-lo. Assim sendo, esse recurso é utilizado para dar profundidade ao que é mostrado e não de maneira indiscriminada como vem sendo usado hoje em diversas superproduções (Ridley Scott que o diga).
Bom, mesmo com todos esses acertos ainda existia um fator que poderia fazer todo esse esforço cair por terra. A escolha do ator que viveria o personagem título. Christian Bale foi o contemplado e realmente mereceu. Ele realmente lutou por esse filme. Quando soube que Christopher Nolan seria o diretor, se ofereceu para o papel e chegou a afirmar que se não fosse ele o escolhido ninguém mais seria. Também ganhou quase vinte quilos em seis meses (estava magérrimo no interessante “The Machinist”) e passou por 4 exaustivos meses de treinamento. Toda essa entrega ao projeto pode ser percebida na tela, sendo de longe a aparição mais convincente do homem morcego. O grande mérito de Bale está na correta distinção que faz entre todas as facetas do herói, sendo elas a de Bruce Wayne, Bruce Wayne o playboy e Batman. O cuidado em fazer com que não seja óbvio a relação entre eles é tanta que o ator chega a mudar a voz quando caracterizado como Batman. De agora em diante, quem pensar Batman irá pensar Bale.
Como disse no início uma ou outra decisão não se mostraram as mais corretas. A escolha de dois compositores de peso para a trilha sonora do filme não conseguiu produzir um tema reconhecível para o herói. Ela funciona bem mas era de se esperar algo mais devido ao calibre dos nomes envolvidos. São perceptíveis os dois estilos distintos de produção, como se cada um fosse responsável pela composição de certas cenas do filme e não tivesse ocorrido uma verdadeira colaboração entre ambos. Outra decisão equivocada é vista bem no final, quando Wayne conversa com Rachel nas ruínas da mansão. A cena tenta claramente dar mais peso ao elo romântico que existente entre os dois mas falha ao usar a abordagem já vista de maneira praticamente idêntica em Homem-Aranha. Até a mão no rosto do protagonista é a mesma sendo apresentada inclusive no mesmo enquadramento de câmera. Para disfarçar a semelhança, desta vez os papéis são invertidos cabendo à Rachel o comando da cena.
Esses pequenos deslizes não comprometem de forma alguma todo o excelente trabalho que foi realizado. Pela primeira vez Batman é retratado de maneira correta no cinema fazendo com que continuações sejam inevitáveis. Seguindo este capricho, podem vir quantas mais...Sem dúvida o melhor filme do ano até agora.
Nota: 9,0
Sábado, Julho 02, 2005
Tarde de Sábado
Sábado a tarde, de molho em casa devido a um resfriado sinistro e nada melhor do que ouvir um CD bem legal. Acabei de escutar o duplo "The Besto of Jethro Tull - The Anniversary Collection" de cabo a rabo e sinceramente não me lembrava como era bom. Deixo aqui uma dica de música bem legal. Ouçam se puderem.
"Life Is A Long Song"
When you're falling awake and you take stock of the new day,
and you hear your voice croak as you choke on what you need to say,
well, don't you fret, don't you fear,
I will give you good cheer.
Life's a long song.
Life's a long song.
Life's a long song.
If you wait then your plate I will fill.
As the verses unfold and your soul suffers the long day,
and the twelve o'clock gloom spins the room,
you struggle on your way.
Well, don't you sigh, don't you cry,
lick the dust from your eye.
Life's a long song.
Life's a long song.
Life's a long song.
We will meet in the sweet light of dawn.
As the Baker Street train spills your pain all over your new dress,
and the symphony sounds underground put you under duress,
well don't you squeal as the heel grinds you under the wheel.
Life's a long song.
Life's a long song.
Life's a long song.
But the tune ends too soon for us all.
Star Wars Episode III
Bem pessoal, vou falar um pouco de cinema afinal. E ao meu ver nada mais apropriado do que começar com minha review de Star Wars.
Fazendo uma breve recaptulação, é importante dizer que os dois episódio anteriores deixaram bastante a desejar. Não em termos de efeitos é claro, mas roteiro mesmo. No primeiro, a falta de habilidade de George Lucas em criar uma narrativa retilínea é notória e muitas vezes disfarçada descaradamente devido ao apelo visual que o filme tem. Isso é até certo ponto compreesível já que o mesmo Lucas não sentava na cadeira de diretor a quase vinte anos. Simplesmente perdeu a mão. Acontece. A falta de "timing" é percebida quando aposta em um tom muito leve (até certo ponto infantil) e em personagens que não têm o mesmo apelo de determinado ícones da trilogia clássica.
Já no segundo episódio, novamente impecável em visual, a narrativa é mais coesa. Apesar de se tratar ainda de um roteiro fraco o filme tem mais cadência e funciona melhor no geral. Os próprios atores parecem mais confortáveis em seus pepéis.O estreante Hayden Christensen simplesmente não convence como o jovem Anakin Skywalker, fato que na época pensei ser devido às limitações técnicas do rapaz. Felizmente admito que estava redondamente enganado já que ele oferece uma interpretação muito (mas muito mesmo) convincente em Shattered Glass (USA 2003). Lucas (espertamente) abandona os personagens criados no episódio anterior e foca a narrativa nos personagens conhecidos por todos. O tom um pouco mais escuro em geral agrada e a parte final do filme é bem estruturada, mostrando um Yoda completamente gerado por computador (e verossímel). Vale comentar que tinha certo receio desde recurso não funcionar bem com uma figura tão conhecida e magistralmente construía por Frank Oz. Com todas essas mudanças a trilogia parece que ruma por uma caminho mais correto somente aumentando a expectativa para o fechamento da saga.
Vendo "A Vingança dos Sith" só é possível comentar que a estória é fechada de forma brilhante. A impressão que dá é que tudo de importante a ser contado que justificasse a criação desta nova trilogia foi guardado para o final. O roteiro é sensivelmente mais elaborado e com rítmo, fato que a meu ver se deve a George Lucas ter contado desta vez com um revisor que inexplicavelmente não aparece nos créditos finais. O tom definitivamente sombrio (e até certo ponto mórbido se contar determinada cena no final da projeção) dita o visual durante praticamente todo o tempo. É claro que uma saga que perdura por quase trinta anos povoando a cabeça dos fãs não poderia ter todas as respostas dadas nos 140 minutos que o filme percorre. No entanto as dúvidas que ficam são detalhes (e muitos ainda assim são respondidos na excelente série animada Clone Wars) completamente perdoáveis se comparados à quantidade de informação que jorra da tela, incluindo a cena que se passa na casa de ópera. Essa vai gerar discussões acaloradas por muito tempo. Até a célebre questão sobre o desaparecimento ou não de determinados jedis quando morrem tem uma explicação plausível, e observe que esta já tinha sido anunciada de maneira muito sutil no episódio anterior.
O principal mérito do filme no entanto se deve a maneira como a transição/degradação de Anakin Skywalker é mostrada, fazendo com que acreditemos que poderia acontecer com qualquer um e criando definitivamente um elo forte entre ele e o público. Pela primeira vez em toda a nova trilogia nos preocupamos, vivemos a trama. Natalie Portmam apesar de ter seu tempo de projeção reduzido neste capítulo serve como contra ponto emocional, sempre lembrando Anakin dos valores que o mesmo aos poucos vai perdendo. Dois fatores contribuem muito para que toda essa empatia citada acima ocorra de maneira tão eficaz. O primeiro é a atuação excepcional de Ewan McGregor como Obi-Wan Kenobi, que quase nos faz acreditar que estamos frente ao saudoso Sr. Alec Guinness. O segundo é a magnífica trilha sonora criada por John Williams, não só para este capítulo ( a música "Battle of the Heroes" tocada em quase todo o terceiro ato é excelente) como para ambas as trilogias. Este é sem sombra de dúvida o ítem mais constante de toda a saga.
A sensação de sair do cinema depois do filme é de certa forma conflitante. Se por um lado você fica feliz pelo filme que viu, por outro se lembra que acabou. Bem, acabou pelo menos nos cinemas . . .
Quinta-feira, Junho 30, 2005
O Título
Bom, se eu entrasse no blog de alguém e visse um título, fosse ele qual fosse, ficaria curioso de saber o motivo dele ter sido escolhido. Afinal de contas, o título é o que define a narrativa, o que direciona tudo o que se segue. Então porque Pensanmentos ao Vento?
Parte dele se deve a uma homenagem a minha esposa que simplesmente adora a antiga minissérie "O Tempo e o Vento" da Rede Globo. É, aquela mesmo que foi adaptada de uma obra do Érico Veríssimo e que foi ao ar em meados da década de 80. (Mozão, essa é pra você)
Já pensamento vem de pensamento mesmo oras. Afinal de contas pensar faz bem e não gasta, apesar de certas pessoas (tá bom, tá bom, muitas pessoas) acharem o contrário.

